
- 10 de novembro de 2025
- Segurança Digital
Os vários tipos de phishing representam uma das formas mais eficazes de golpe digital já criadas.
Trata-se de uma técnica de engenharia social que induz o usuário a revelar informações confidenciais — como senhas, dados financeiros ou acessos corporativos — por meio de mensagens aparentemente legítimas.
Ao explorar a confiança e o comportamento humano, esses ataques se tornaram uma ameaça constante para empresas de todos os portes. Mesmo com o avanço das defesas tecnológicas, o phishing segue sendo responsável por grande parte dos incidentes cibernéticos.
Entender como cada modalidade atua é essencial para fortalecer a segurança e evitar prejuízos.
A seguir, conheça os principais tipos de phishing e as estratégias para se proteger desses golpes digitais.
O que é phishing e por que ele ainda ameaça tantas empresas?
O phishing é uma das formas mais sofisticadas de engenharia social usadas por criminosos digitais. Seu objetivo é simples: enganar usuários para roubar dados confidenciais, credenciais corporativas ou recursos financeiros.
Em vez de atacar sistemas, ele explora o elo mais vulnerável da segurança — o comportamento humano.
De acordo com o DBIR 2025 da Verizon, phishing e pretexting figuram como uma das principais causas de vazamentos de dados com impacto financeiro significativo.
Dessa forma, mesmo com o avanço de filtros e autenticações, milhares de empresas ainda caem em armadilhas que simulam comunicações legítimas.
Entre os motivos estão fatores humanos e operacionais:
- Sobrecarga de e-mails e mensagens no ambiente corporativo.
- Processos manuais sem validação digital adequada.
- Confiança excessiva em remetentes e interfaces conhecidas.
Mas, afinal, quais são os tipos de phishing e como eles atuam dentro das empresas?
Quais são os principais tipos de phishing usados contra empresas?
Os ataques de phishing corporativo assumem formatos variados, cada um explorando brechas diferentes na rotina das empresas. Por isso, conhecer essas modalidades é essencial para reconhecer padrões e fortalecer a prevenção.
1. E-mail phishing
É a forma mais comum e ainda a mais eficaz de ataque. Criminosos enviam mensagens que simulam bancos, fornecedores ou sistemas internos, usando logotipos reais e tom de urgência. O objetivo é induzir o colaborador a clicar em links falsos ou baixar anexos maliciosos.
Dica: desconfie de e-mails que exigem ações imediatas, mesmo quando parecem autênticos.
2. Spear phishing e whaling
Nessa modalidade, o golpe é direcionado a pessoas específicas, com mensagens personalizadas e informações reais da empresa. Quando o alvo é um executivo, o ataque é conhecido como whaling. Assim, o prejuízo costuma ser alto, pois envolve transferências financeiras e acesso a dados estratégicos.
3. Smishing e vishing
O smishing ocorre por SMS ou aplicativos de mensagem; o vishing, por chamadas telefônicas. Ambos exploram o senso de urgência, fingindo tratar de verificações bancárias, entregas ou suporte técnico. O aumento do trabalho remoto tornou esses golpes ainda mais comuns.
4. Clone phishing e Business Email Compromise (BEC)
Ocorre quando o criminoso clona endereços de e-mail reais de colegas, gestores ou parceiros. De fato, o BEC é particularmente perigoso em ambientes B2B e Centros de Serviços Compartilhados, pois simula fluxos legítimos de pagamento e aprovação.
5. Pharming e sites falsos
O pharming redireciona o usuário para páginas falsas, mesmo quando o endereço digitado está correto. Esses sites copiam o design de portais legítimos e capturam logins corporativos ou senhas de acesso a sistemas financeiros.
Como identificar sinais de um golpe de phishing?
Reconhecer um golpe de phishing exige atenção aos detalhes. Esses ataques cibernéticos exploram a confiança e a rotina do usuário, mas sempre deixam rastros perceptíveis.
Logo, o primeiro passo é desacelerar. Quanto mais urgente parecer a mensagem, maior a chance de ser uma fraude.
Entre os principais sinais de alerta, vale observar:
- Domínio do remetente: endereços semelhantes aos oficiais, mas com pequenas variações, como letras trocadas.
- Erros de ortografia e formatação: e-mails corporativos legítimos raramente apresentam falhas visuais.
- Tom de urgência: mensagens que pedem ações imediatas ou ameaçam bloqueios de conta.
- Links e anexos suspeitos: passe o cursor sobre o link antes de clicar e verifique o destino real.
Confira um checklist para sempre ter a prevenção em destaque.

Políticas internas ajudam a reduzir riscos. Oriente sua equipe a confirmar pedidos por outros canais — telefone, chat corporativo ou sistema interno — antes de enviar dados sensíveis ou realizar transferências.
A prevenção começa na atenção diária e na validação de cada comunicação digital.
Como proteger sua empresa contra os tipos de phishing?
A prevenção contra phishing começa pela conscientização das pessoas. Treinar colaboradores para reconhecer tentativas de fraude é a primeira e mais importante linha de defesa. No entanto, confiar apenas em boas práticas humanas não é suficiente. A proteção precisa combinar educação, tecnologia e controle de processos.
Entre as principais medidas de segurança, destaque:
- Treinamento contínuo: campanhas educativas e simulações de phishing ajudam a fortalecer a atenção dos times.
- Autenticação multifator (MFA): impede acessos indevidos mesmo que senhas sejam comprometidas.
- Filtros antispam e firewalls atualizados: bloqueiam mensagens suspeitas e reduzem a exposição.
- Políticas internas claras: defina protocolos para autorizações financeiras e compartilhamento de dados.
A conscientização em segurança da informação é essencial, mas precisa ser apoiada por tecnologias e políticas consistentes. Quando o comportamento humano e as defesas digitais atuam em conjunto, a empresa reduz drasticamente o risco de sofrer golpes de phishing e mantém sua operação mais resiliente.
Phishing e compliance: quando um golpe digital se transforma em passivo jurídico
Um ataque de phishing corporativo pode gerar impactos que vão muito além da perda de dados. Quando informações pessoais, financeiras ou estratégicas são expostas, a empresa passa a lidar também com consequências legais e regulatórias, especialmente em relação à LGPD e às políticas internas de compliance digital.
As repercussões costumam envolver:
- Multas e sanções por falhas na proteção de dados.
- Custos jurídicos e indenizações a clientes ou parceiros afetados.
- Danos à reputação e à confiança de investidores e consumidores.
Nesse contexto, o seguro cibernético torna-se um aliado estratégico.
A Protech Hub, como corretora especializada, orienta empresas na contratação de apólices que cobrem prejuízos financeiros, despesas jurídicas e custos de resposta após um ataque de phishing.
Portanto, essa proteção permite que o negócio tenha recursos para recuperar sistemas, acionar especialistas em segurança e preservar a continuidade operacional.
Mais do que reparar danos, o seguro cyber contribui para a gestão proativa de riscos digitais, garantindo que incidentes de phishing não evoluam para passivos jurídicos ou crises financeiras.
Entender os riscos é o primeiro passo para fortalecer a defesa contra o phishing
Os ataques dos diversos tipos de phishing continuarão a evoluir, explorando cada nova brecha tecnológica e comportamental.
A verdadeira vantagem das empresas não está em eliminar o risco, mas em responder com preparo e consistência quando ele se manifesta.
Logo, investir em educação, processos seguros e cobertura adequada é o que diferencia quem reage a crises de quem as antecipa. E essa diferença se traduz em continuidade operacional, confiança de mercado e conformidade regulatória.
Antes que o próximo golpe chegue à sua caixa de entrada, pergunte-se: sua empresa está realmente preparada para lidar com ele?
A Protech Hub ajuda organizações a transformar vulnerabilidade em estratégia, conectando prevenção, gestão de riscos e seguros cibernéticos personalizados.


