Crimes cibernéticos: os 7 principais exemplos e como evitar prejuízos na sua empresa

Imagem de um teclado de computador com uma tecla laranja de segurança ativada com um cadeado. Tema relacionado a proteção de informações digitais, privacidade e crimes cibernéticos.

Crimes cibernéticos são ações ilegais no ambiente digital, como invasões a sistemas, roubo de dados, fraudes e extorsões.

Empresas de todos os portes estão suscetíveis a esses ataques e os impactos podem ser devastadores: paralisação das operações, prejuízos financeiros e multas severas, como as previstas pela LGPD.

Neste artigo, você confere os 7 crimes digitais mais comuns no cenário corporativo, como evitá-los e por que o seguro cibernético se tornou uma camada essencial de proteção.

A Protech Hub, especialista em segurança digital e respaldo jurídico, mostra como tornar sua empresa mais preparada para esse novo risco.

Por que os crimes cibernéticos são um risco real para sua empresa?

Os crimes cibernéticos evoluíram. De ataques simples e oportunistas, passaram a ser operações complexas, direcionadas e cada vez mais frequentes.

O Brasil, inclusive, está entre os países com maior volume de incidentes digitais no mundo. Segundo o Check Point Security Report, as organizações brasileiras sofreram em média 2.721 ataques por semana, um valor cerca de 40% acima da média global.

Logo, nenhuma empresa está imune.
Pequenas, médias e grandes organizações tornaram-se alvos, muitas vezes por não investirem o suficiente em segurança ou por negligenciarem processos básicos de proteção.

Os impactos vão além do financeiro:

  • Paralisação das operações por dias ou semanas;
  • Vazamento de dados sensíveis, com risco jurídico;
  • Danos reputacionais que afetam clientes e parceiros;
  • Multas e sanções legais, especialmente com a vigência da LGPD.

Um único ataque pode comprometer toda a continuidade do negócio. Por isso, a segurança digital deve ser tratada como prioridade estratégica, não apenas como uma função da TI, mas como parte da gestão de riscos da empresa.

7 exemplos de crimes cibernéticos que afetam empresas todos os dias

Os crimes cibernéticos que mais impactam empresas combinam sofisticação técnica e engenharia social.

Conhecer como esses ataques funcionam é o primeiro passo para reduzir riscos e estruturar uma defesa eficiente. A seguir, listamos os principais:

1. Ransomware

Nesse tipo de ataque, o malware criptografa os arquivos da empresa, impossibilitando o acesso aos sistemas e às bases de dados. Em seguida, os criminosos exigem pagamento, normalmente em criptomoedas, para liberar uma chave de descriptografia.

O impacto é imediato: paralisação das operações, perda de produtividade e risco de vazamento de dados sensíveis. O caso da JBS, que pagou o equivalente a R$ 55 milhões após um ataque em 2021, ilustra a gravidade desse crime.

Além do resgate, o custo inclui:

  • Restauração de sistemas;
  • Consultoria técnica e jurídica;
  • Prejuízos reputacionais e comerciais.

2. Phishing e spear phishing

O phishing tradicional usa e-mails falsos com links maliciosos, que induzem o colaborador a entregar credenciais ou baixar arquivos infectados. Já o spear phishing é mais sofisticado: personalizado e direcionado a executivos ou áreas sensíveis (financeiro, jurídico, TI).

Esse tipo de crime cibernético representa a principal porta de entrada para outros ataques, como ransomware e fraudes financeiras, e exige atenção redobrada à cultura de segurança e aos treinamentos internos.

3. Vazamento de dados sensíveis

Um dos mais temidos pelas empresas, o vazamento de dados pode ocorrer por:

  • Invasão de sistemas com brechas de segurança;
  • Compartilhamento indevido por colaboradores;
  • Armazenamento inseguro em nuvem ou dispositivos externos.

A LGPD impõe sanções severas para incidentes desse tipo. A empresa é responsabilizada, mesmo que não tenha tido intenção ou conhecimento do vazamento. Multas, processos judiciais e danos à imagem são consequências comuns.

4. Ataques DDoS

Os ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) envolvem o envio massivo de requisições simultâneas a servidores corporativos, até que eles saiam do ar.

Esse crime é usado tanto como chantagem quanto como retaliação ou desestabilização da operação. Sites institucionais, portais de atendimento e plataformas de e-commerce são os mais visados.

Consequências para a empresa:

  • Interrupção de vendas e serviços;
  • Prejuízo à confiança do cliente;
  • Custo com redirecionamento e mitigação técnica.

5. Invasões a sistemas internos

Aqui, os atacantes exploram vulnerabilidades técnicas em aplicações, bancos de dados ou sistemas legados. O objetivo pode ser roubar informações sigilosas, implantar backdoors ou assumir controle de ambientes críticos.

As invasões são silenciosas e muitas vezes passam despercebidas por semanas. Algumas ocorrem por meio de acesso indevido via VPNs mal configuradas ou falhas em autenticação multifator (MFA).

Ambientes como ERP, CRM e servidores de e-mail são alvos comuns.

6. Fraudes financeiras e boletos falsos

Esse tipo de ataque visa diretamente o setor financeiro. Os criminosos podem interceptar e-mails com faturas legítimas, alterar dados bancários e reenviar documentos para clientes ou parceiros.

Também é comum a geração de boletos falsos usando domínios ou logotipos semelhantes aos da empresa, enganando o pagador final. Quando descoberto, o valor já foi perdido e a imagem da empresa comprometida.

7. Uso indevido de identidade digital corporativa

Neste crime, o fraudador cria páginas falsas, perfis em redes sociais ou até e-mails corporativos aparentemente legítimos, com o objetivo de aplicar golpes em nome da empresa.

Esse tipo de fraude atinge fornecedores, prestadores de serviço ou até candidatos em processos seletivos. Logo, além do impacto reputacional, a empresa pode ser envolvida em disputas judiciais, mesmo sendo vítima.

Prevenção envolve:

  • Monitoramento de menções à marca;
  • Verificação de domínios semelhantes;
  • Políticas públicas de comunicação.

A seguir, veja como construir esse caminho de forma prática e eficaz.

Como proteger sua empresa contra crimes cibernéticos?

Diante da variedade e sofisticação dos crimes cibernéticos, proteger sua empresa vai muito além da instalação de antivírus. Assim, a prevenção exige um conjunto estruturado de práticas técnicas, operacionais e culturais.

Práticas essenciais de segurança digital

A base da proteção cibernética começa com boas práticas:

  • Autenticação multifator (MFA) em todos os sistemas críticos;
  • Gestão de acessos e privilégios por perfil de usuário;
  • Backup regular e testado de dados sensíveis;
  • Atualização constante de sistemas e aplicações.

Dessa forma, essas medidas reduzem a superfície de ataque e dificultam ações como invasões, vazamentos e sequestros de dados.

Conscientização e treinamento de colaboradores

A maioria dos ataques, como phishing e engenharia social, explora o fator humano. Portanto, promover treinamentos periódicos é essencial. É preciso garantir que todos saibam reconhecer tentativas de fraude, lidar com e-mails suspeitos e proteger credenciais.

Monitoramento contínuo de vulnerabilidades

A detecção precoce de ameaças depende de visibilidade. Soluções de monitoramento, scanners de vulnerabilidades e auditorias regulares ajudam a identificar riscos antes que eles se transformem em incidentes reais.

Diagnóstico gratuito da Protech Hub como primeiro passo

Assim, empresas que ainda não estruturaram sua defesa digital podem começar com um diagnóstico gratuito da Protech Hub. A análise identifica pontos críticos de exposição e recomenda ações prioritárias, com base em frameworks reconhecidos de cibersegurança.

Esse primeiro passo é essencial para transformar a proteção cibernética em estratégia contínua, não em reação a incidentes.

Seguros cibernéticos e a LGPD: como mitigar os riscos financeiros das multas?

Mesmo com boas práticas, o risco de incidentes cibernéticos não é zero. Vazamentos de dados podem gerar penalidades severas com base na LGPD (artigo 52 da Lei nº13.709/2018), que prevê multas de até 2% do faturamento anual, limitadas a R$ 50 milhões por infração.

Para mitigar esses impactos, muitas empresas estão contratando seguros cibernéticos. Essa modalidade cobre custos associados à resposta a incidentes, incluindo:

  • Consultoria jurídica especializada, para lidar com a ANPD e outros órgãos reguladores;
  • Cobertura de multas e indenizações, desde que dentro dos critérios legais;
  • Despesas com investigação e recuperação de dados.

Vale ressaltar que além de reduzir prejuízos, o seguro protege o caixa da empresa, preserva sua imagem no mercado e resguarda os executivos de implicações financeiras diretas. É uma medida estratégica especialmente relevante para negócios que tratam grandes volumes de dados sensíveis.

A Protech Hub oferece soluções personalizadas em seguro cyber, com foco em empresas brasileiras que buscam mais previsibilidade em cenários de crise digital.

Qual é o papel do seguro cibernético na construção de uma empresa resiliente?

O seguro cibernético vai além da cobertura de danos. Ele se integra à estratégia de continuidade dos negócios, oferecendo suporte em um dos momentos mais críticos: o pós-incidente.

Durante e após o ataque, a apólice garante:

  • Amparo financeiro imediato, cobrindo custos operacionais e jurídicos;
  • Apoio técnico especializado para conter e investigar o incidente;
  • Orientação estratégica à liderança, para uma resposta eficaz e alinhada à reputação da empresa.

Assim, com o suporte correto, o impacto é reduzido e a retomada das operações acontece com mais agilidade, fator essencial em cenários competitivos.

A Protech Hub atua de forma consultiva, personalizando o seguro de acordo com o perfil de risco de cada empresa. Além disso, oferece apoio preventivo, identificando vulnerabilidades antes que elas comprometam a operação.

Essa abordagem transforma o seguro cyber em um ativo estratégico para empresas que buscam resiliência digital real.

Ciberataques são um desafio constante na rotina corporativa

Ao longo deste conteúdo, vimos que os crimes cibernéticos são uma ameaça concreta e crescente, com impactos que vão muito além da instabilidade técnica. Ou seja, eles afetam diretamente a continuidade, o caixa e a reputação das empresas e a variedade de métodos é tão ampla quanto perigosa.

Ataques como ransomware, phishing, vazamento de dados e fraudes financeiras acontecem todos os dias, explorando brechas técnicas e humanas. Mesmo com boas práticas de segurança e treinamentos constantes, nenhuma organização está 100% imune.

Por isso, a proteção precisa ir além da prevenção. Ter um seguro cibernético estruturado, que combine resposta técnica, amparo jurídico e cobertura de danos, é uma medida estratégica, não apenas para mitigar riscos, mas para garantir resiliência.

Leia agora o artigo completo sobre seguro cyber e entenda como proteger sua empresa contra os prejuízos dos ataques virtuais.